Reconheça a estrutura
O nó sinoatrial não é visível a olho nu. Na lâmina, o que chama atenção é uma área de colágeno abundante com células musculares finas e pálidas, centrada numa artéria, contrastando com o miocárdio atrial vizinho.
Figura 1. Nó sinoatrial, tricrômico de Masson, 200x. Células nodais finas e entrelaçadas, coradas em vermelho, em meio a abundante colágeno (azul), ao redor da artéria do nó; à margem, miocárdio atrial com células maiores e mais vermelhas.
- 1Artéria centralProcure a artéria do nó sinoatrial, relativamente calibrosa para a região.
- 2MatrizMuito colágeno (azul no Masson) entre as células: é o que diferencia o nó do miocárdio atrial.
- 3Células nodaisFinas, fusiformes, entrelaçadas, pálidas, com poucas miofibrilas e estrias pouco nítidas.
- 4TransiçãoNa periferia, células intermediárias se continuam com o miocárdio atrial comum.
Figura 2. Localização do nó sinoatrial no sulco terminal, entre a veia cava superior e o átrio direito, e potencial de ação da célula marcapasso com despolarização diastólica espontânea.
Sem repouso estável
Na diástole, o potencial sobe sozinho até o limiar: despolarização diastólica (fase 4).
Corrente "funny"
Canais HCN4 abrem na hiperpolarização e iniciam a rampa; canais de cálcio completam o disparo.
Modulação autonômica
Simpático acelera; vago (acetilcolina) desacelera. O nó é ricamente inervado.